Category Archives: Apresentação de livro

Alunos do 12.ºVOC conversaram com André Fernandes sobre “Tia Guida”

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Por vezes, é preciso sentirmos a necessidade da experiência e do diálogo. É importante sentir a necessidade de sairmos de nós mesmos e acedermos à escola das realidades se queremos conhecer e compreender tudo aquilo que nos rodeia.

Hoje, numa iniciativa da professora bibliotecária, os alunos do 12.º Voc, com a sua professora de Português Ana Paula Claro, estiveram na biblioteca da secundária à conversa com André Fernandes que lhes falou sobre o seu livro Tia Guida (que já vai na 9ª edição), que é um testemunho narrado na primeira pessoa sobre o último ano de vida de Margarida, a tia que o ajudou a criar, pois André era filho de pais separados. No Verão de 2011 fora-lhe  diagnosticado um tumor já em estado avançado. O marido da tia e André foram os primeiros a saber da notícia devastadora. Os médicos prorrogaram-lhe três meses de existência, apenas… A dor de perder alguém que o marcou positivamente antecipou-se na hora que soube da notícia: «Achamos, de certa forma, que quem amamos nos pertence.» Toda a conversa com os alunos revelou o dom natural de André Fernandes para comunicar.

Foram grandes as emoções hoje aqui tratadas e recordadas,  que fizeram com que os alunos transbordassem ideias, reflexões e sentimentos intensos, de uma forma espontânea. Ficou-lhes a crença na vida, a escola onde todos temos algo a ensinar e a aprender…

Muito obrigada, André, por este encontro!

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Encontro com escritor João Manuel Ribeiro

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Foi há seis anos que escreveu o primeiro livro para os mais novos, e nunca mais parou. João Manuel Ribeiro procura despertar nas crianças a paixão pela fantasia que o seu avô lhe deu.

Hoje de manhã, esteve na EB1 de Pias e, da parte da tarde, esteve na EB1 de Boim.

Partilhou a sua alegria e a sua paixão pela leitura e escrita. Procurou, por um lado, despertar o prazer pela leitura – trabalhando sobretudo as palavras, as rimas, o ritmo e a musicalidade. E por outro, a imaginação.

Nestas sessões, reinou o interesse pela forma efusiva e divertida com que o escritor apresentou particularidades das suas histórias de criança e, em conjunto com os alunos, inventou um “rap” poético com os nomes dos alunos e dos professores ali presentes, proporcionando um momento de grande alegria.

Os nossos meninos e meninas adoraram!
Depois seguiram-se as sessões de autógrafos.

 

1.º dia das VI Jornadas da Rede de Bibliotecas de Lousada

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António Torrado e José Fanha apresentam livros

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Hoje, pelas 18 horas, o Auditório Municipal foi palco da apresentação de dois livros: “A incrível história dos bacalhaus voadores“, de António Torrado e ilustrações de António Pilar e “Cartas à minha terra“, de José Fanha e ilustrações de Rachel Caiano.

Uma boa posta de bacalhau assado pode provocar reações incontroláveis. “Há que ter muito cuidado com o que se come ou bebe”, disse o Homem Invisível, cientista audacioso que acompanha jovens exploradores na descoberta de Lousada e arredores. Mas não é preciso acreditar no que a história conta. A ficção tem essa vantagem: um pé na realidade e outro pé no ar…

Despretensiosamente, António Torrado, que ocupa a centralidade consensual de escritores com vasta e apreciada obra, correspondeu ao desafio que lhe foi lançado de destacar Lousada como merece esta vila que quer continuar a ser vila.

em “A incrível história dos bacalhaus voadores“, António Torrado

Estas são as duas mais recentes obras literárias editadas pela Câmara Municipal de Lousada e que se destinam aos alunos do 4.º e 6.º ano que frequentam as escolas do concelho.

Nasci aqui em Lousada e o meu nascimento foi um acontecimento de primeiríssima importância para mim e para os meus pais. Se não fosse eu ter nascido, não estava agora a escrever esta carta e outras cartas sobre a minha terra para explicar a todos porque é que Lousada é a terra mais bonita do mundo.

em “Cartas à minha terra“, José Fanha

Amanhã, sexta-feira, os autores visitarão as escolas para oferecerem os livros aos meninos e meninas. Todas as bibliotecas escolares concelhias serão também contempladas com alguns exemplares para o seu fundo documental.

 

José Fanha e António Torrado escrevem sobre Lousada | alunos do 4.º e 6.º ano

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Fonte | 12 de outubro | 18h | Auditório Municipal de Lousada

Na quinta-feira, dia 12, vão ser apresentadas as duas mais recentes obras literárias editadas pela Câmara Municipal de Lousada e que se destinam a alunos do 4.º e 6.º ano que frequentam as escolas do concelho.

Cartas à minha terra, da autoria de José Fanha, com ilustrações de Rachel Caiano, e a Incrível história dos bacalhaus voadores, de António Torrado, com ilustrações de António Pilar, são os dois novos livros.

Há dois anos tinham sido lançados dois outros livros com cenário em Lousada (Álvaro Magalhães para o 1º ciclo e António Mota para o 2º ciclo).

A cerimónia, que vai decorrer no Auditório Municipal, pelas 18h00, conta com a presença dos autores.

Professor Paulo César lançou 2.º livro!

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Na passada sexta-feira, dia 19, pelas 21H30, o professor de Português Paulo César, deste Agrupamento, lançou o seu 2.º livro intitulado “9 anos, 1 segredo, 2 eRRes“, no Auditório da Escola Secundária de Lousada.

Neste livro, apresentam-se os acontecimentos que justificam a ausência de 9 anos de Baltasar, enquanto Blimunda o procurava, dá-se a conhecer um inesperado poder e um desejo secreto de Cesário Verde, apresentados pelo seu grande amigo Silva Pinto, e Pedro Pais tentará viver de acordo com os ensinamentos que a obra poética de Ricardo Reis lhe transmitiu.

Logo após a aparição de “Memorial do Convento” nas montras das livrarias, esta minha vontade de o fazer ainda não passava de um pensamento, não havia ainda ganho a dimensão de acção. Esta materialização ganha forma mental quando estudiosos se dedicam à análise da obra. Afigurava-se-me abundantemente injusto que se não levantasse sequer a questão, que ninguém duvidasse daquele fim, que ninguém nos seus comentários e análises literárias da obra sequer duvidasse dos acontecimentos finais.

In “9 anos”

A minha mente diz-me que devo parar agora, mas a pena continua a desenhar letras e a compor palavras, talvez seja Cesário a querer que eu revele o que sempre sentiu, o seu mais secreto desejo, o seu grande poder que só conseguia exercer perante certas mulheres (…) Sei que ninguém acreditará no que vou contar, mas sei também que, depois de o contar, muitos irão encontrar nos seus versos as provas das minhas palavras. Só por uma vez assisti a este fenómeno e por insistência do meu querido e saudoso Cesário.

in “O verdadeiro segredo de Cesário Verde”, por Silva Pinto

A obra poética está lá, a sua capa castanha com uma barra negra, os dizeres “Obra poética de Ricardo Reis” e todas as suas didácticas páginas escritas com a sabedoria de quem sabia como se havia de viver e passar pelo amor. Chegava a casa e agradecia-lhe por ter existido sem nunca ter sido, e por ter sido como foi sem nunca ter existido. Chegava a casa e agradecia-lhe por me ter ensinado a ser como sou.

in “O altar de Ricardo Reis”

Apresentação do livro “A Raposa Sebastiana”

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Convidada pela Biblioteca Escolar deste Agrupamento, e integrado na comemoração do Ano Municipal do Ambiente e da Biodiversidade, a escritora Beatriz Lamas Oliveira falou em pormenor da sua mais recente obra – A Raposa Sebastiana, 3.º livro da Coleção Vida Selvagem, todos da sua autoria, aos alunos dos 3.º e 4.º anos da Escola Básica de Pias.

Para além de ter partilhado o seu fascínio pelos livros e pela pintura, revelou-lhes que para se escrever é preciso ler muito. “Porque ler estimula muito a imaginação”, explicou a autora. “Escolhi a heroína para a presente história: a Sebastiana! Admirando o grupo familiar com os binóculos, notei-a desde cedo, ainda era alimentada pela mãe. Ela e os irmãos já tinham aberto os olhitos, teriam umas duas semanas de vida. […] Das janelas da minha sala de trabalho fui-a apreciando e, entre outros aspetos, anotei o crescimento(…). Tomei notas e fiz desenhos. […] Silenciosamente, como a mãe lhe tinha ensinado, lá ia ela atrás de um coelho, saltando e filando-o pelo dorso com elegância. As raposas têm dentes muito fortes. […] Como todas as raposas, ela caça mais ao fim do dia e sempre sozinha…

No final, os alunos colocaram imensas questões à autora sobre o seu interesse pela escrita e pela vida dos animais e ainda lhe mostraram os desenhos que também eles fizeram sobre as aventuras desta astuta ladina.

Depois ainda houve uma sessão de fotografias! Foi uma conversa muito animada…