Category Archives: História

José Milhazes esteve na secundária!

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José Milhazes na Secundária de LousadaA Revolução de Outubro mudou não só a Rússia como todo o mundo. Olhar para o passado e pensá-lo é um exercício que se impõe, de forma a tentarmos compreender um dos principais acontecimentos do século XX – a Revolução Russa.

A convite da professora bibliotecária, Graça Coelho, o  jornalista e historiador, professor José Milhazes, esteve ontem, dia 15, pelas 11:45h, na biblioteca da Secundária de Lousada, no âmbito da disciplina de História do 12.º ano, para conversar com os alunos sobre “os 100 anos da Revolução Russa”.

Perante uma plateia atenta de cerca de 75 alunos e professores, José Milhazes, natural da Póvoa de Varzim, conversou com os presentes sobre a sua vida desde 1977, data em que decidiu ir residir na então União Soviética, onde se formou em História. Foi um dos poucos jornalistas ocidentais a assistir à queda da URSS e do Muro de Berlim. Conversou sobre a revolução, o czar Nicolau II, os bolcheviques, os trotskistas, Lenine e os anos terríveis que se seguiram à mesma revolução.

Um dia para não esquecermos!

 

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José Milhazes na biblioteca da secundária

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José Milhazes, o homem que melhor conhece a Rússia, vai estar “à conversa” com os alunos do 12.º ano do curso de Humanidades na biblioteca da Escola Secundária, no dia 15 de fevereiro (quinta-feira), por volta das 11:45 horas. Professor, correspondente e jornalista durante 16 anos, locutor da rádio e escritor de mais de 10 livros… irá falar com os alunos sobre os 100 anos da Revolução Russa.

Comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares

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No âmbito da comemoração do Mês Internacional das Bibliotecas Escolares, que este ano tem como lema “Ligando comunidades e culturas”, a Biblioteca da Escola Básica de Lousada Centro começou hoje a apresentar aos alunos do 2º ciclo dois livros do professor Eliseu Alves: “O meu livro dos descobrimentos” e “A minha história de Portugal”, pretendendo-se, com isso, ao mesmo tempo, dar valor à prata da casa, uma vez que Eliseu Alves é, há vários anos, docente nesta escola.

Os portugueses, na época dos descobrimentos, através das suas viagens pioneiras, ligaram todos os povos e regiões do mundo permitindo a todos o conhecimento mútuo até aí inexistente para muitos deles. Além disso, o estudo da história liga as comunidades do presente às do passado, facilitando o diálogo entre os membros de uma mesma comunidade e fomentando a noção de pertença a esse grupo.

Esta atividade irá prolongar-se até ao próximo dia 27, de forma a abarcar todas as turmas deste nível de ensino.

Guião de “visita de estudo” já foi aplicado

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As visitas de estudo promovem o desenvolvimento das relações interpessoais, de valores e atitudes de sociabilidade, cooperação, respeito e preservação do património histórico, cultural e natural e, ainda, estimulam o desenvolvimento das capacidades de observação, de pesquisa e de análise nos alunos.
A redação de relatórios é um trabalho que parece perfeitamente adequado e legítimo na sequência das visitas de estudo. Mas a sua realização pode também ser solicitada a partir das próprias aulas, uma vez que pode ser apresentado e elaborado a partir de uma sequência de aulas em que foi tratada determinada matéria ou abordado determinado tema.
A nossa equipa da Biblioteca já aplicou o guião (elaborado a partir do Modelo Big6) “Como fazer um relatório de visita estudo?” a todos os alunos do 4.º ano, envolvidos no projeto “O que as pedras nos contam”, em parceria com a Rota do Românico do Vale do Sousa.

7.ºs anos visitam Igreja de Meinedo

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Dando continuidade ao projeto da Biblioteca do Agrupamento em parceria com a Rota do Românico, intitulado “O que as pedras nos contam”, hoje foi a vez dos alunos do 7.º ano da Escola Secundária visitarem a Igreja de Santa Maria de Meinedo.

A guia intérprete da Rota do Românico, Dra. Tânia Nogueira, explicou aos alunos do 7.º ano que a Igreja Matriz de Meinedo foi dedicada a Santa Maria desde a sua fundação (1262) e, segundo a tradição, este edifício substituiu um antigo mosteiro, fundado antes da ocupação árabe da península, onde teriam sido depositadas as relíquias de Santo Tirso, oriundas da cidade de Constantinopla. Meinedo terá sido, nesse período, sede de um importante bispado. É que foi D. Afonso Henriques que doou estas terras a senhores de Meinedo que, com a sua lealdade, o ajudaram na luta contra os Mouros.

Revelou ainda a importância dos cachorros (pedra esculpida com figuras humanas na qual assenta uma cornija), no exterior da Igreja, nomeadamente para o povo que não sabia ler nem escrever. Mostrou uma sigla de canteiro na parede lateral exterior e explicou que o arco triunfal da Igreja, que separa a nave da capela-mor (na sua origem, construído em pedra) tinha sido coberto por talha dourada e que o teto da capela-mor era coberto por caixotões pintados com motivos da Bíblia…

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Pensamos nós que, pelo grande interesse revelado, os alunos tenham adorado esta aula de campo.

História de uma pedra…

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Era uma vez uma pedra.

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Não. Não era uma pedra qualquer, como a pedra lascada ou a pedra polida da pré-história. Nem como a pedra filosofal, preciosa substância procurada pelos magos da Idade Média que transformava, milagrosamente, qualquer metal vulgar em ouro e curava o corpo humano de qualquer doença fatal. Não!
Era mesmo uma pedra. Um pedaço de uma substância sólida que se despegou da camada externa da crosta da Terra. Tanto mais que parecia um enorme calhau com o seu corpo duro, da natureza de um rochedo.
As pedras que nasciam desse magma eram o resultado de biliões de anos de endurecimento e conservação da lava dos vulcões. Então daí, começaram a despontar outras pedras. E as pedras daí arrancadas, depois de transportadas, medidas e talhadas, davam materiais formidáveis para a construção de grandes edifícios.

O pedreiro.

Canteiro
Depois de ter andado alguns anos a aprender na escola de pedreiros, com o mestre que o ensinou a construir pontes e igrejas, o pedreiro era um artista por excelência. Trabalhava onde houvesse uma obra a fazer. Escolhia os grandes blocos de pedra, talhava-os em forma geométrica e assentava-os, muito alinhadinhos, para que as paredes do edifício não ficassem tortas. À medida que ganhava prática, também ia ganhando liberdade para ir deixando a sua marca nos blocos de pedra.

siglaAssim, ao fim do dia, contando todas as marcas (ou siglas) por si gravadas, sabia qual seria o seu salário.

Mas este pedreiro não era feliz sendo um pedreiro vulgar. Sonhava ser um escultor.
Ora bem… um escultor não! Naquele tempo chamavam-se canteiros.
Um dia decidiu partir da sua aldeia. Pegou na sua família e iniciou uma longa viagem.
Queria ser um mestre canteiro…

O Tâmega e o Sousa.

tamega e sousa
Estes dois rios banhavam um espaço recortado de verdes tingidos de azul: o Tâmega, largo, lento mas vigoroso, serpenteava por serras e vales; o Sousa, brilhante e cristalino, ao longo do seu caminho ia colorindo inúmeros vales de pasto nos pés do Marão. A satisfação com que o gado ali se alimentava e a fartura de árvores de fruto, cereais, linho e vinhas que ali cresciam, faziam deste lugar uma terra muito procurada para se viver. Começou a ser povoada por alguns homens e mulheres que depois se vieram a tornar ilustres.

Os nobres.

nobres
Das principais famílias nobres que por ali habitavam, três delas eram muito ricas e eram donas de grandes propriedades.
Leais aos seus princípios cristãos de grande coragem, estes senhores lutaram sempre com todas as suas forças para afastar os muçulmanos que lhes queriam roubar as terras.
Então, para se defenderem a si e à gente que nela habitava, viram-se obrigados a travar algumas batalhas importantes. Como recompensa pela ajuda prestada nessas batalhas, o rei doava mais terras a esses nobres fiéis. Formaram-se assim grandes domínios onde o povo, alegremente, trabalhava criando gado e cultivando.
Para se protegerem, esses nobres habitavam os castelos e esperavam fidelidade do seu povo. Claro que, um dia, os mouros, cansados de perderem todas as batalhas, acabaram por voltar para a terra deles.
Assim, as famílias dos Ribadouro, dos Sousas (ou Sousões) e dos Baião tornaram-se os grandes fidalgos e senhores de entre o rio Tâmega e Sousa.

O rei.

rei
Desde menino que este rei tinha um sonho: fundar o Condado Portucalense.
Costumava subir ao monte, olhar a paisagem em redor e imaginar os melhores lugares para travar as suas batalhas.
Aos 3 anos, Afonso perdeu o pai. Mas um fidalgo valente, que pertencia à família dos Ribadouro, chamado Egas Moniz, tomou conta da sua educação. Esteve sempre ao seu lado, mesmo quando a sua mãe, D. Teresa, só favorecia os fidalgos espanhóis da Galiza, em vez de acreditar no filho e na sua vontade de sonhar e de vir a ser um grande homem..
Com Egas Moniz, Afonso Henriques aprendeu os nomes dos rios e das serras. Com ele, aprendeu a segurar firmemente a espada com que, mais tarde, combateu os inimigos, que eram também os inimigos do reino com que ele sempre sonhou. Afonso, olhava para o céu, pensava no seu pai e acreditava que ele o apoiaria em tudo. Sabia que o que era preciso era sair com as suas tropas e ir tomando cada vez mais terras aos mouros. Nelas, ele mandava construir grandes fortificações de pedra, pois só assim o Condado Portucalense se tornaria um verdadeiro reino, por ser cada vez maior, mais rico e mais povoado.

1.ª-bandeira-nacionalAgora, só era preciso arranjar maneira para que o futuro reino de Portugal fosse reconhecido pelos outros reinos, principalmente pelo Papa. É que o Papa era mais importante que os reis e todos respeitavam as suas decisões e opiniões. Só que o Papa Alexandre III demorou muito tempo a chegar. Quando chegou, Afonso já era um homem feito. E rei de uma nobre nação que se viria a chamar Portugal.

Os monges.

monges
Os monges, ou frades, pertenciam a uma ordem religiosa e viviam nos mosteiros, afastados de toda a gente. Vestiam o hábito e seguiam uma vida religiosa bastante rígida. Para além de trabalharem no campo, de sol a sol, para não morrerem de fome, ainda passavam o resto do tempo a escrever livros à mão, a guardarem relíquias e a organizar o território. Também era usual fazerem grandes viagens a pé. As chamadas peregrinações, ou jornadas, a lugares sagrados. Faziam o caminho de Santiago de Compostela, na Galiza, em Espanha.

Nessas peregrinações, eles aprendiam muitas coisas. Para além de conhecerem monges de outras ordens religiosas, e de trocarem ideias e opiniões, partilhavam os seus mais recentes conhecimentos e apreciavam a escultura e a arquitetura das igrejas e dos mosteiros que iam vendo pelo caminho.

mosteiro-desenhoAssim que os monges de uma ordem religiosa encontravam um território seguro e protegido pelas famílias ricas e nobres, onde corressem rios calmos de águas puras, com terras férteis e pastos verdejantes, contratavam mestres de obras e mandavam construir igrejas e mosteiros de pedra.

Da tal pedra que, depois de transportada, medida e talhada pelos mestres canteiros, pareciam umas autênticas fortalezas! Formavam, assim, as suas comunidades cristãs, as chamadas paróquias.

E aí ficavam a viver… o mestre canteiro, os nobres, os monges e o povo que, alegremente, trabalhava criando gado e cultivando.

 

P’la Equipa da Biblioteca do Agrupamento de Escolas de Lousada
novembro de 2015

Graça Maria Pinto Coelho

10.º ano de Artes visita Mosteiro de Pombeiro

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